domingo, 19 de Outubro de 2014

8ºA - Objetivos para a Ficha de Avaliação de Geografia

- O relevo
1. Compreender diferentes formas de relevo através da análise de mapas e da construção de perfis topográficos
1. Interpretar mapas topográficos, identificando os principais elementos que os constituem.
2. Interpretar mapas hipsométricos, descrevendo as diferentes formas de relevo.
3. Construir perfis topográficos, a partir de mapas topográficos.
4. Relacionar os perfis topográficos com as formas de relevo.

2. Compreender os agentes externos responsáveis pela formação das diferentes formas de relevo
1. Distinguir agentes internos de agentes externos.
2. Caraterizar os principais agentes erosivos (água e vento).
3. Distinguir as três fases do processo erosivo: desgaste, transporte e acumulação.
4. Caraterizar grandes formas resultantes da erosão e da acumulação de sedimentos por ação da água e do vento.

3. Conhecer e compreender as principais formas de relevo em Portugal
1. Localizar as principais formas de relevo em Portugal.
2. Explicar as características do relevo de Portugal.
3. Exemplificar formas de relevo regionais resultantes da ação dos agentes erosivos.

- A dinâmica de uma bacia hidrográfica
1. Compreender conceitos relacionados com a dinâmica de uma bacia hidrográfica
1. Distinguir rede hidrográfica de bacia hidrográfica.
2. Distinguir caudal de regime fluvial.
3. Caraterizar os diferentes regimes fluviais (perenes, intermitentes e efémeros).
4. Explicar os fatores responsáveis pelos diferentes caudais e regimes fluviais.
5. Distinguir leito normal de leito de inundação/leito maior e de leito de estiagem/leito menor.

2. Compreender a dinâmica de uma bacia hidrográfica
1. Caracterizar o perfil longitudinal e transversal de um rio.
2. Identificar as diferentes secções de um rio.
3. Relacionar as características das diferentes secções de um rio com os processos de erosão/acumulação predominantes.

3. Compreender a dinâmica das bacias hidrográficas em Portugal
1. Localizar as principais bacias hidrográficas em Portugal (luso-espanholas e exclusivamente nacionais).
2. Explicar a variação espacial e temporal do caudal dos rios portugueses como resultante da interação entre fatores naturais e antrópicos.

segunda-feira, 16 de Junho de 2014


...até setembro!

A professora: Fátima Rebelo


Trabalhos 2013-14

  


Parabéns a todos os que realizaram estes e os outros trabalhos.

Boas férias!

domingo, 15 de Junho de 2014

CONCURSO "ROSA DOS VENTOS"

1º Prémio

Ricardo Mendes
7ºA

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2º Prémio

Raquel Martins
7ºA
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3º Prémio
 

Catarina Martins
7ºA
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Parabéns aos vencedores e a todos os restantes alunos que se empenharam na elaboração de trabalhos tão bonitos.

Boas férias!


sexta-feira, 9 de Maio de 2014


. CONTRASTES DE DESENVOLVIMENTO

1_Países desenvolvidos vs Países em Desenvolvimento

O mundo atual é marcado por fortes contrastes. Nem todos os países apresentam o mesmo nível de riqueza e de bem-estar da sua população. 
À exceção da Austrália e da Nova Zelândia, todos os países desenvolvidos, também designados ricos, do Norte ou industrializados, se localizam no hemisfério norte, enquanto que os países em desenvolvimento, também designados do sul ou pobres, se localizam no hemisfério sul. 

Nos PD a maioria da população dedica-se a atividades dos setores terciário e secundário; tem acesso a bons serviços de educação, saúde, segurança social e o nível médio de rendimento é elevado.

Nos PED a maior parte da população dedica-se a atividades do setor primário (agricultura tradicional, pesca artesanal, ...). Nestes países uma grande percentagem da população apresenta um nível de rendimento muito baixo, não tem acesso a água potável nem a uma alimentação satisfatória e também não dispõe de cuidados médicos ou uma educação de qualidade. As catástrofes naturais e a instabilidade política e social que é vivida em muitos destes países (Serra Leoa, Níger, Mali, Somália, Síria, ...) ajudam a agravar a situação precária em que se encontram.

2_CRESCIMENTO ECONÓMICO E DESENVOLVIMENTO

CRESCIMENTO ECONÓMICO

Crescimento económico - processo que conduz ao aumento da produção de bens e de serviços e que se reflete no aumento do consumo e do nível de vida da população. Não reflete o modo como a riqueza está distribuída pela população.

Nível de vida - conceito ligado ao nível de rendimentos obtidos. Está associado à capacidade de aquisição de bens materiais, relacionando-se com o salário médio.

O crescimento económico é medido por indicadores económicos como o Produto Interno Bruto per capita (PIB/hab.), o Produto Nacional Bruto per capita (PNB/hab.), o Rendimento Nacional Bruto per capita (RNB/hab.), o consumo de energia por habitante, a % de população por setor de atividade, consumo de energia, etc. Estes indicadores apenas servem para medir o grau de riqueza de um país e não dão uma ideia do desenvolvimento e do bem-estar da população desse território.

INDICADORES DE CRESCIMENTO ECONÓMICO

PIB (Produto Interno Bruto) - valor total de bens e serviços produzidos dentro das fronteiras de um país, independentemente de serem realizados por nacionais ou estrangeiros (pessoas ou empresas).

PNB (Produto Nacional Bruto) - valor total de bens e serviços produzidos pelos nacionais (pessoas ou empresas) de um país, dentro do seu país ou no estrangeiro.

RNB (Rendimento Nacional Bruto) - corresponde ao valor que fica no país, que se obtém adicionando e/ou subtraindo ao PIB, os  rendimentos primários (receitas, impostos, subsídios, rendimentos, ...) recebidos e/ou pagos ao resto do mundo.

O consumo de energia reflete a situação económica de um país e o seu nível de industrialização (quanto maior, maior o consumo; pode refletir o nível de conforto e o maior grau de industrialização de um país).

Que fatores favorecem o crescimento nos países desenvolvidos?
- Riqueza acumulada que é aplicada nos diversos setores económicos, no próprio país e no estrangeiro;
- Grande produtividade agrícola e industrial que assegura as exportações;
- Grande desenvolvimento do setor dos serviços;
- Mercado interno muito desenvolvido, graças às técnicas de marketing e de publicidade;
- Investigação científica e desenvolvimento tecnológico, aplicado na melhoria da produção e na qualidade dos produtos;
- Recursos humanos com elevado grau de instrução e de qualificação profissional, abertos às inovações.


O crescimento económico nem sempre é sinónimo de desenvolvimento. O crescimento económico tem de ser visto como um meio para atingir o desenvolvimento, não um fim em si mesmo. Um país rico, em que apenas um pequeno número de pessoas beneficia da riqueza que ali é produzida e em que a maior parte da população vive com grandes carências ao nível da alimentação, da habitação, da saúde, da educação, do acesso à água potável e ao saneamento básico, ...., não pode ser considerado um país desenvolvido.

DESENVOLVIMENTO

Desenvolvimento - processo que conduz à melhoria do bem-estar e da qualidade de vida das populações (de todos e não apenas de uma minoria). 
Quando o crescimento económico se reflete no nível de vida das populações, ultrapassando a sua vertente meramente económica e se estende à esfera social e cultural, melhorando os níveis de educação e formação profissional, assegurando à população cuidados de saúde essenciais e elevando os padrões de habitação, emprego, segurança social, …, então, o crescimento é pleno, podendo ser entendido como um processo de desenvolvimento.

Bem-estar - estado resultante da satisfação das necessidades humanas primárias e secundárias.

Necessidades humanas primárias - condições que asseguram a sobrevivência do ser humano como a alimentação, habitação, vestuário, saúde, etc.

Necessidades humanas secundárias - condições que, não sendo necessárias à sobrevivência humana, contribuem para o bem-estar como o lazer, a cultura, a segurança social, os transportes, eletrodomésticos, telecomunicações, etc.

Qualidade de vida - estado que resulta da satisfação das necessidades básicas do ser humano, mas que pressupõe, igualmente, a sensação de segurança, de integração social, de liberdade e a qualidade do ambiente.

INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO

Indicadores de ordem económica: PIB per capita, RNB per capita, consumo de energia,...
- Indicadores de ordem demográfica: Taxa de mortalidade infantil, esperança média de vida, ...;
- Indicadores de ordem sociocultural: taxa de analfabetismo, taxa de alfabetização de adultos, número de  habitantes por médico, % de população com acesso a água potável ou ao saneamento básico, etc.

Taxa de mortalidade infantil - número de óbitos com menos de um ano de idade, por cada mil nascimentos, durante um ano.

Esperança média de vida - número de anos que, em média, cada indivíduo tem probabilidade de viver.

Taxa de analfabetismo - percentagem de pessoas, com idade superior a 15 anos, que não sabem ler, escrever nem compreender um texto simples.

ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - IDH

"A riqueza das nações são as pessoas."
Para melhor se poder avaliar e comparar o desenvolvimento dos países, a ONU, em 1990, 
criou o ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO (IDH)O Índice de Desenvolvimento Humano 
é um indicador composto, porque é calculado a partir de indicadores simples, que mede as as realizações médias de um país em três dimensões básicas do desenvolvimento humano:

DIMENSÕES

Uma vida longa e saudável

Acesso ao conhecimento

Um padrão de vida digno

INDICADORES (até 2009)

- Esperança média de vida


Taxa de alfabetização de adultos : % da população com mais de 15 anos que sabe ler e escrever.
Taxa de escolarização bruta (TEB): % de estudantes matriculados nos ensinos básico, secundário e superior em relação à população com idade escolar oficial para os três níveis.

-  PIB per capita


INDICADORES (a partir de 2010)

- Esperança média de vida


Média de anos de escolaridade: número médio de anos de educação recebidos pelas pessoas de idade a partir dos 25 anos durante o seu tempo de vida.
Anos de escolaridade esperados: número de anos de escolaridade que uma criança em idade de entrada na escola pode esperar receber, se os padrões prevalecentes das taxas de matrícula por idades permanecerem iguais ao longo da sua vida.

-  RNB per capita



O IDH varia entre 0 e 1 e é expresso em milésimas. Em 2011, os 187 países analisados foram classificados em quatro grupos, assim distribuídos:
- 47 Países de desenvolvimento humano muito elevado - (1ºNoruega; 41º Portugal);
- 47 Países de desenvolvimento humano elevado - (74º Ucrânia; 84º Brasil);
- 47 Países de desenvolvimento humano médio – (101º China; 134º Índia);
- 46 Países de desenvolvimento humano baixo - (148º Angola; 176º Guiné-Bissau; 187º República Popular do Congo).


Relação entre IDH e PIB ou RNB
De um modo geral o IDH elevado corresponde a países com rendimento elevado e o IDH baixo corresponde a países com rendimento baixo, no entanto, é possível atingir valores elevados de IDH sem elevados rendimentos.

Quando a classificação do IDH é melhor que a obtida no PIB ou RNB per capita, isso significa que tem havido a conversão de riqueza em desenvolvimento humano, ou seja, apesar de ter um rendimento baixo, tem-se verificado um esforço na melhoria das condições de acesso da população à saúde e à educação.

Quando a classificação de um país no rendimento é melhor do que a obtida no IDH, isso significa que o crescimento económico não tem sido utilizado na melhoria das condições de vida da população relativamente ao acesso da população à saúde e à educação.

Críticas ao IDH
Como acontece com todos os indicadores, o IDH é uma média que não reflete as desigualdades entre grupos sociais, sexos, etnias e regiões dentro de um mesmo país, … e enfrenta problemas de disponibilidade, atualidade e de fiabilidade dos dados.

Também, como é calculado com um reduzido número de indicadores simples, que apenas traduzem a relação entre rendimento, saúde e educação, não inclui outros aspetos importantes do desenvolvimento, como o respeito pelos direitos humanos, a democracia, a segurança, a degradação ambiental ou o esgotamento dos recursos naturais.
O VIH/SIDA tem um grande impacte no IDH uma vez que provoca a diminuição da esperança média de vida e, ao gerar um elevado número de órfãos (crianças que ficam desprotegidas e incapazes de frequentar a escola e de adquirirem conhecimentos que lhes permitam sair da situação difícil em que se encontram), também faz diminuir os indicadores relativos à educação. 

Resumo transportes

1- A importância dos transportes:
Os transportes desempenham um papel fundamental no desenvolvimento económico de um país ou região, porque:
- Permitem a deslocação de pessoas;
- Asseguram o comércio de mercadorias;
- Permitem a intensificação das trocas comerciais entre países/regiões;
- Criam empregos diretos e indiretos;
- Influenciam a organização do espaço:
      . contribuem para a expansão das áreas urbanas;
      . favorecem a dispersão geográfica das atividades económicas.
- Possibilitam a quebra de isolamento de regiões mais periféricas/desfavorecidas;
- Incentivam os movimentos turísticos;
- Encurtam distâncias e aproximam os lugares e os povos;
- Permitem o intercâmbio de ideias, de técnicas e de culturas.

2- Evolução:
Os transportes evoluíram de forma lenta até à Revolução Industrial. Numa primeira fase, com a introdução de avanços tecnológicos como a aplicação da máquina a vapor ao tráfego ferroviário e ao marítimo, foi possível pela primeira vez o transporte de matérias-primas a longas distâncias, substituindo a tração animal e a vela , usadas até então.
Posteriormente, a descoberta do motor de explosão, a aplicação da electricidade aos transportes e, anos depois, com o automóvel e o avião, foi possível concretizar grandes progressos tecnológicos, que permitiram melhorar as acessibilidades, diminuindo a distância-tempo e a distância-custo.
Antes
Actualmente
                                      Fonte: http://lusoluena.home.sapo.pt/

c) Modos e meios de transporte:

3- Conceitos:
Redes de transporte – conjunto de vias de comunicação (estradas, linhas férreas, portos, aeroportos, canais, linhas aéreas, oleodutos e gasodutos, ….) que se interligam formando uma malha mais ou menos densa.

Acessibilidade - é o grau de facilidade com que se atinge um determinado lugar a partir de outras localizações. Depende do modo de transporte, das condições da via, da intensidade do tráfego e dos custos associados.

Distância-tempo – é o tempo necessário para percorrer uma certa distância, utilizando um determinado meio de transporte.

Distância-custo – é o custo da deslocação de um lugar para outro, utilizando um determinado meio de transporte.

Rede topológica ou grafo - representação cartográfica simplificada da rede de transportes de uma região. Corresponde a um conjunto de nós (estações, portos, aeroportos, ...) e arcos ou eixos (estradas, auto-estradas, linhas férreas, rotas aéreas e marítimas, ...).

Oleodutos - condutas tubulares que servem para o transporte de petróleo.

Gasodutos - condutas tubulares que servem para o transporte de gás.

Quadro resumo - Transportes


Modos de transporte
Utilização
Vantagens
Desvantagens
Terrestre



Rodoviário
ð  Pessoas e mercadorias
ð  Curtas distâncias
ð  Acessível
ð  Itinerário flexível

ð  Poluente
ð  Elevada sinistralidade
ð  Aumento de tráfego

Ferroviário
ð  Pessoas e mercadorias
ð Médias e longas distâncias
ð  Não poluente
ð  Seguro e confortável
ð  Horário e itinerário fixo
ð  Necessita de transbordo
Aquáticos




Fluviais
ð  Pessoas e mercadorias
ð  Curtas e médias distâncias                     

ð  Grande capacidade de carga
ð  Barato
ð  Depende do regime e caudal do rio
ð  Polui as águas
ð   Lento
ð  Transbordo

Marítimo
ð  Mercadorias e pessoas em cruzeiro a longas distâncias                    
ð  Grande capacidade de carga
ð  Barato

ð  Lento
ð  Poluente
ð  Transbordo


Aéreos
ð   
ð  Pessoas e mercadorias Médias e longas distâncias


ð  Rápido e seguro
ð  Caro e poluente
ð  Perdas de tempo com o embarque (check-in) e desembarque
ð  Vulnerável ao terrorismo
ð  Transbordo

9º ANO - Ficha Avaliação 12/05/2014

              -  Manual:  Espaço Geo 8
      
          Redes e modos de transporte e telecomunicações:
- Importância dos transportes – pág. 190;
- Modos de transporte: terrestres (rodoviário e ferroviário), aquáticos (marítimo e fluvial), aéreos e em condutas (ou tubulares) – pág. 190;
- Fatores que explicam a escolha de um modo de transporte em detrimento de outro – pág. 191;
- Conceitos de: acessibilidade, distância absoluta, distância-tempo e distância custo – pág. 191;
- Fatores que explicam o custo dos transportes – pág. 192;
- Variação do custo de transporte em função do meio de transporte utilizado (veículos usados nos diferentes modos de transporte: automóvel, camião, barco, comboio, avião, …) – pág. 192;
- Conceito de rede de transportes – pág. 193;
- Características das redes de transporte dos países desenvolvidos e dos países em desenvolvimento – último parágrafo da pág. 194 e pág. 195;
- Vantagens e desvantagens dos diferentes modos de transporte: rodoviário (pág. 196 e 197), ferroviário (pág. 198 e 199), fluvial e marítimo (págs. 200 – 203), aéreo (pág. 204 e 205), por condutas (pág. 206);
- O transporte intermodal (pág. 207);

- Importância das telecomunicações (págs. 212 - 213).

-  Manual:  Viagens
Contrastes de desenvolvimento:
- Países desenvolvidos e países em desenvolvimento (págs. 10 e 11);
- Distinguir crescimento económico de desenvolvimento  (págs. 12 e 13 + Ficha);
- Conhecer os indicadores económicos e os indicadores de desenvolvimento (Ficha);
-  O IDH (o que é?; como se calcula?; quais as dimensões e indicadores utilizados?; relação IDH/PIB; Críticas ao IDH) (págs. 13 e 14 + Ficha + págs. 20, 21 e 22);
- Contrastes no acesso à educação (págs. 28 - 31);
- Contrastes no acesso à alimentação (págs. 28 - 31);
- Contrastes no acesso à água potável e ao saneamento básico (págs. 38 - 39);
- Contrastes no acesso à saúde + Definir taxa de mortalidade infantil (págs. 40 - 41).


Nota: Esta informação foi enviada para o mail da turma (geografia9ano@gmail.com) a que todos os alunos têm acesso.

Bom trabalho!