domingo, 30 de novembro de 2014


RESUMO – Tipos de agricultura

ü  Agricultura tradicional ou de subsistência

O principal objetivo é produzir o suficiente para a alimentação da família do agricultor: autoconsumo.

·         - Destino da produção: auto-consumo;
·         - Utilização de instrumentos muito rudimentares como a enxada, a charrua, o arado;
·         - As técnicas são passadas de geração em geração;
·         - A mão de obra é pouco qualificada e muito numerosa;
·         - Uso de fertilizantes naturais (estrume dos animais ou restos de plantas);
·         - Registo de baixos níveis de rendimento e produtividade agrícola;
·         - Praticada em explorações agrícolas de pequenas dimensões;
·         - Pratica a policultura de modo a ter uma maior variedade de produtos alimentares;
·         - É predominantemente praticada em regime extensivo;
·         - O rendimento e a produtividade são baixos.

ü  Agricultura moderna

O principal objetivo é produzir em grandes quantidades para obter lucro.
·         - Destino da produção: mercado;
·         - Elevado grau de mecanização (tratores, ceifeiras-debulhadoras, semeadoras,…);
·         - Uso de tecnologias modernas (sistemas de rega, técnicas de cultivo como a hidroponia, cultivo de espécies geneticamente modificadas OGM, ...);
·         - Uso de produtos químicos: fertilizantes, pesticidas, herbicidas…;
·         - Praticada em grandes explorações agrícolas (latifúndios);
·         - Pratica a monocultura (para minimizar custos);
·         Predominantemente praticada em regime intensivo;
·         - O rendimento e a produtividade são elevados.

Exemplos de sistemas agrícolas modernos:

Agricultura europeia: 
·         bastante mecanizada
·         agricultura intensiva
·         elevados rendimento e produtividade agrícola
·         recurso a eficientes sistemas de rega, fertilizantes químicos, investigação científica e tecnológica
·         praticada em terras de pequena e média dimensão

Agricultura norte-americana:
·         muito mecanizada;
·         agricultura extensiva com alta produtividade agrícola;
·         recurso a técnicas modernas;
·         praticada em explorações de grandes dimensões - latifúndios.

Agricultura de plantação:
·         É um tipo de agricultura moderna, praticada sobretudo em regiões tropicais (ex. América Central e do Sul, África e sudeste asiático), já que os produtos explorados são próprios de climas quentes, tais como: café, cacau, borracha, algodão, cana-de-açúcar, frutos tropicais...;
·         a exploração é feita por empresas multinacionais, sediadas nos EUA ou na Europa, com tecnologia moderna e utilizando químicos;
·         os produtos destinam-se à exportação/transformação industrial;
·         mão-de-obra local.


Exemplos de sistemas agrícolas tradicionais:

Agricultura itinerante sobre queimada:
·         praticada em África e na América do Sul;
·         praticada em regime extensivo;
·         recorre à queimada para limpar e fertilizar  o campo (cinzas);
·         quando os solos estão esgotados as populações deslocam as aldeias para outras áreas, repetindo o processo;
·         contribui para a destruição de florestas e para o esgotamento e erosão dos solos

Agricultura sedentária de sequeiro
·           Forma de agricultura em que não existe recurso a qualquer tipo de rega;
·           Pratica-se nas regiões com maiores densidades populacionais dos planaltos do interior de África;
·           É mais intensiva e minuciosa do que a agricultura itinerante;
·           Fazem rotação de culturas e recorrem ao pousio;
·           Fertilizam as terras com o estrume do gado;
·           Fraco rendimento e produtividade mas maior que na agricultura itinerante.

Rizicultura intensiva da Ásia das Monções:
·       praticada na Ásia do sul e sudeste;
·         mocultural e intensiva;
·         exigente em mão-de-obra;
·         utiliza o estrume animal para fertilizar o solo;
·         em equilíbrio com as condições naturais  (monções);
·         podem conseguir duas ou mais colheitas por ano;
·         rendimento é elevado (produção é elevada devido ao número de colheitas);
·         produtividade é baixa (utiliza muita mão de obra).

Agricultura de oásis (policultural e intensiva)
        Pratica-se  no Norte de África, nas regiões de oásis;
        É irrigada;
        É intensiva na ocupação do solo;
        Praticam a policultura;
        A propriedade é muito dividida (minifúndio);
        Plantam-se palmeiras e tamareiras para evitar o avanço das areias do deserto e para fazerem sombra às culturas evitando que se queimem, assim como para diminuir a evaporação da água disponível.

8 Impactes da atividade agrícola:
- Socio-económicos:
   . Cria emprego;
   . Gera riqueza;
   . Ajuda a dinamizar outras atividades económicas ( comércio e indústria).

- Ambientais:
   . Provoca poluição das águas, do ar e do solo;
   . Provoca a desflorestação;
   . Provoca o esgotamento e a erosão dos solos;
   . A utilização de produtos transgénicos pode levar à diminuição da biodiversidade e ao desaparecimento de algumas espécies (além de se desconhecerem as suas consequências ao nível da saúde a longo prazo).
  
8. Soluções para minimizar os impactes negativos da agricultura

- A agricultura biológica

O que é?
A agricultura biológica é um sistema de produção agrícola que procura produzir alimentos de elevada qualidade, recorrendo a técnicas que garantam a sustentabilidade, preservando o solo e o meio ambiente, evitando o recurso a produtos químicos de síntese e privilegiando a utilização dos recursos locais.

Quais os objetivos?
• Produzir alimentos de elevada qualidade nutritiva, sem resíduos nem substâncias tóxicas;
• Manter e melhorar, a longo prazo, a fertilidade dos solos;
• Reduzir o consumo de combustíveis fósseis, utilizando racionalmente os recursos locais e as fontes de energia renováveis;
• Combater pragas e doenças com métodos e técnicas tradicionais, melhorados com os novos conhecimentos científicos.

A agricultura biológica é um tipo de agricultura sustentável que se preocupa com o presente mas também com o futuro. 
As práticas usadas em agricultura biológica incluem:
·       - Rotação de culturas;
·       - Cobertura do solo;
·       - Utilização de animais (joaninhas) e plantas (citronela) em substituição dos produtos químicos de síntese;
·       - Estrume dos animais para fertilizar o solo;
·       - Limites muito restritos ao uso de combustíveis fósseis
·       - Proibição do uso de organismos geneticamente modificados
·       - Aproveitamento racional dos recursos locais;
·       - Seleção de espécies vegetais resistentes a doenças e adaptadas às condições locais

Vantagens:
·       - Produtos naturais nutritivos, saborosos e saudáveis;
·       - Requer uma maior quantidade de mão-de-obra, pelo que no âmbito local os benefícios são evidentes;
·       - Devido à utilização de fertilizantes orgânicos de baixa solubilidade, e empregues nas quantidades exatas, diminuiu a contaminação de águas subterrâneas e solos
·       - A não utilização de pesticidas contribui para uma melhor qualidade do ar, da água e do solo;
·       - Os produtos são mais ricos a nível nutritivo que os produtos provenientes de explorações convencionais, além de serem mais saborosos e mais saudáveis.

Desvantagens:
·       - Os produtos têm uma aparência menos agradável (brilho, tamanho, etc.) do que os da agricultura convencional. 
·       - Apesar do aspeto menos apelativo, estes produtos contêm um valor nutritivo necessário para a nossa dieta quotidiana, além de serem mais saborosos e mais saudáveis.
·       - Em alguns casos a sua conservação tem uma durabilidade mais reduzida que os produtos convencionais.
·       - São produtos um pouco mais caros devido aos sistemas produtivos serem mais lentos e necessitarem de mais mão-de-obra.
·       - A produtividade e o rendimento são mais baixos que os da agricultura convencional. 
RECURSOS NATURAIS... EM SÍNTESE:

Recursos naturais - são todos os elementos existentes na natureza que podem ser utilizados para satisfazer as necessidades da Humanidade.


EXEMPLOS:

˜   1 - Recursos Minerais (metálicos – ouro, ferro, cobre, ... e não metálicos – rochas (granito, mármore, areia, calcário, ...), petróleo, carvão, ...) – utilizados na construção civil, ferrovias, indústria (fabrico de vidro, joias, objetos utilitários), produção de energia, ...

˜   2 - Recursos Biológicos (animais e plantas) – utilizados na alimentação, produção de medicamentos, produção de energia (biomassa), fabrico de mobiliário, calçado, vestuário, ...

˜   3 - Recursos Hídricos (água) – utilizados na agricultura, indústria, produção de energia, consumo doméstico, atividades de lazer, ...

˜   4 - Recursos Energéticos (água, petróleo, carvão, gás natural, urânio, vento, sol, calor da Terra, ondas, marés, ...) – utilizados na produção de energia (transportes, indústria, consumo doméstico, serviços, ...).

Os recursos naturais podem classificar-se em:


Renováveis - são todos os elementos do meio natural que, se o homem os souber utilizar e preservar, poderão ser inesgotáveis (vento, água, Sol, calor da Terra, ...).

Não renováveis - são todos os elementos do meio natural que se esgotam à medida que vão sendo utilizados (rochas, petróleo, carvão, gás natural, urânio, ...).

˜ è Os recursos não renováveis podem ser:
·      Recicláveis – são todos os recursos que são passíveis de reaproveitamento, ou seja, que é possível voltarem a ser utilizados (ferro, ouro, prata, cobre, …).

·      Não recicláveis - são todos os recursos que, após uma primeira utilização, não é possível voltarem a ser utilizados (petróleo, carvão, urânio, …)

èEnergéticos - são todos os elementos do meio natural a partir dos quais se produz energia.

˜è Os combustíveis fósseis (não renováveis) - petróleo, carvão, gás natural.
        ·      A Arábia Saudita é o país do mundo com maiores reservas mundiais de petróleo. 

˜è As fontes de energia alternativas (renováveis) - água, Sol, vento, calor da Terra, ondas, marés,...

è Quadro resumo com as vantagens e desvantagens das diferentes fontes de energia:


As grandes cidades, em contínuo crescimento, apresentam um conjunto de problemas diversificados e complexos que são motivados pela excessiva concentração de pessoas e de atividades.

1- Problemas Sociais

As cidades não conseguem alojar nem empregar todas essas pessoas que nela desejam residir e que procuram na cidade a "ilusão" duma vida melhor. Assim, surgem vários problemas como:
·      desemprego e subemprego;
·      A pobreza;
·      A criminalidade (assaltos, tráfico de droga…), a prostituição, a delinquência juvenil, o alcoolismo, que conduzem a situações de insegurança;
·      Falta de habitação, levando à proliferação de bairros de lata;
·      Conflitos sociais resultantes da grande diversidade étnica e das desigualdades sociais.

2- Problemas de saturação dos equipamentos e das infraestruturas

Com o crescente aumento das populações urbanas, as infraestruturas e os equipamentos construídos rapidamente ficam ultrapassados, não conseguindo satisfazer as necessidades das populações. Assim, surgem vários problemas como:
·      Falta ou sobrelotação dos equipamentos urbanos, como escolas, hospitais, transportes públicos...;
·      Falta de infraestruturas: de habitação condigna, de saneamento básico (esgotos, água canalizada), dificuldades no fornecimento de eletricidade, …;
·      Congestionamentos de trânsito, morosidade nas deslocações e dificuldades de estacionamento. Estes problemas originam stress e perdas de tempo à população urbana.
  
 3- Problemas Ambientais

Ao nível do ambiente podem definir-se os seguintes problemas:
·      A poluição atmosférica originada pela intensa circulação rodoviária e por parte de algumas indústrias;
·      A poluição sonora e visual;
·      A poluição sólida provocada pelos lixos urbanos (domésticos, industriais e hospitalares). Os lixos urbanos apresentam um duplo problema: retirá-los das vias públicas de modo a mantê-las limpas e dar destino (correcto) às centenas de toneladas produzidas diariamente por uma cidade.
·      A poluição líquida provocada pelos efluentes urbanos e industriais (esgotos) que, frequentemente, poluem os cursos de água.

4- Problemas na Conservação dos Edifícios e no Planeamento Urbanístico

Neste âmbito, podem definir-se os seguintes problemas:
·      Má conservação dos bairros tradicionais;
·      Falta de planeamento urbanístico, fundamentalmente na periferia das cidades;
·      Falta de espaços verdes.
  


Soluções para minimizar os problemas das cidades:

C  Desenvolvimento económico das áreas de origem dos migrantes.

C  Planeamento urbanístico que estabeleça regras para a expansão das cidades e que defina a localização de espaços verdes, áreas residenciais, comerciais, de lazer, industriais, etc.

C  Substituição dos “ bairros de lata” por construções adequadas.

C  Melhoria dos transportes públicos em rapidez, conforto e frequência.

C Construção de vias rodoviárias e ferroviários que circundem a cidade e que desviem o trânsito do seu interior.

C  Construção de parques de estacionamento subterrâneos nas entradas e no interior das cidades (o que associado a uma boa rede de transportes coletivos restringe o número de automóveis no centro das áreas urbanas).

C Combate à poluição através de:
- Utilização de combustíveis menos poluentes (gasolina sem chumbo, GPL, híbridos);
- Construção de ETARS (estações de tratamento de águas residuais);
- Construção de estações de tratamento de lixos, onde se procede à separação dos resíduos sólidos para posterior reciclagem (exemplo: Valorsul);
- Construção de aterros sanitários;
- Utilização de filtros nas chaminés das fábricas e a proibição da implantação de indústrias poluentes no interior das cidades;
- Aplicação do princípio do poluidor-pagador;

- Aplicação de multas a quem não respeitar a legislação ambiental.

2ª Ficha de Avaliação - 8ºA


O relevo

Localizar as principais formas de relevo mundiais através da análise de mapas hipsométricos.

A dinâmica de uma bacia hidrográfica


Compreender conceitos relacionados com a dinâmica de uma bacia hidrográfica.

Caracterizar os diferentes regimes fluviais (perenes, intermitentes e efémeros).

Relacionar as características das diferentes secções de um rio com os processos de erosão/acumulação predominantes.

Localizar as principais bacias hidrográficas em Portugal (luso-espanholas e exclusivamente nacionais).

A dinâmica do litoral

1. Compreender a evolução do litoral:

Distinguir litoral de linha de costa.

Distinguir costa de arriba de costa de praia e duna.

Explicar a ação do mar sobre uma arriba.

Definir plataforma de abrasão.

Distinguir arriba fóssil de arriba viva.

Relacionar o traçado da linha de costa com a estrutura litológica a ação erosiva e deposicional do mar. -> (formas de relevo do litoral: tômbolo; Lido; Arco; Gruta; ...)


2. Compreender a evolução da linha de costa em Portugal:

Descrever a evolução da linha de costa em Portugal.

Localizar as principais formas do litoral português (estuários, lagunas, tômbolos, restingas e cabos).

Descrever os processos de formação das principais formas do litoral português.

Identificar as principais causas para o recuo atual da linha de costa em Portugal.

Discutir a importância da evolução do litoral no ordenamento do território.

Bom trabalho!



domingo, 19 de outubro de 2014

8ºA - Objetivos para a Ficha de Avaliação de Geografia

- O relevo
1. Compreender diferentes formas de relevo através da análise de mapas e da construção de perfis topográficos
1. Interpretar mapas topográficos, identificando os principais elementos que os constituem.
2. Interpretar mapas hipsométricos, descrevendo as diferentes formas de relevo.
3. Construir perfis topográficos, a partir de mapas topográficos.
4. Relacionar os perfis topográficos com as formas de relevo.

2. Compreender os agentes externos responsáveis pela formação das diferentes formas de relevo
1. Distinguir agentes internos de agentes externos.
2. Caraterizar os principais agentes erosivos (água e vento).
3. Distinguir as três fases do processo erosivo: desgaste, transporte e acumulação.
4. Caraterizar grandes formas resultantes da erosão e da acumulação de sedimentos por ação da água e do vento.

3. Conhecer e compreender as principais formas de relevo em Portugal
1. Localizar as principais formas de relevo em Portugal.
2. Explicar as características do relevo de Portugal.
3. Exemplificar formas de relevo regionais resultantes da ação dos agentes erosivos.

- A dinâmica de uma bacia hidrográfica
1. Compreender conceitos relacionados com a dinâmica de uma bacia hidrográfica
1. Distinguir rede hidrográfica de bacia hidrográfica.
2. Distinguir caudal de regime fluvial.
3. Caraterizar os diferentes regimes fluviais (perenes, intermitentes e efémeros).
4. Explicar os fatores responsáveis pelos diferentes caudais e regimes fluviais.
5. Distinguir leito normal de leito de inundação/leito maior e de leito de estiagem/leito menor.

2. Compreender a dinâmica de uma bacia hidrográfica
1. Caracterizar o perfil longitudinal e transversal de um rio.
2. Identificar as diferentes secções de um rio.
3. Relacionar as características das diferentes secções de um rio com os processos de erosão/acumulação predominantes.

3. Compreender a dinâmica das bacias hidrográficas em Portugal
1. Localizar as principais bacias hidrográficas em Portugal (luso-espanholas e exclusivamente nacionais).
2. Explicar a variação espacial e temporal do caudal dos rios portugueses como resultante da interação entre fatores naturais e antrópicos.