domingo, 8 de fevereiro de 2015


Aquacultura ou aquicultura

      Aquacultura ou aquicultura é a criação de espécies aquáticas (peixes, moluscos, crustáceos, ...), em viveiros, para serem utilizados pelo Homem (alimentação, indústria, ...). 

Aquicultura Intensiva:
v Os peixes são alimentados com rações ou outros peixes/crustáceos fornecidos pelo Homem;
v A densidade de peixes, por metro cúbico, é muito elevada;
v A produtividade e o rendimento são elevados.

Aquicultura Extensiva:
vOs peixes alimentam-se quase exclusivamente com os nutrientes naturais que as águas contêm;
vA densidade de peixes, por metro cúbico, é baixa;
vA produtividade e o rendimento são mais baixos do que na intensiva.


Evolução da população Mundial - fases

Evolução da população mundial

Atualmente, a população mundial é superior a sete mil milhões de habitantes e este número aumenta de uma forma acelerada. No entanto, nem sempre foi assim, a evolução da população mundial passou por diversas fases ao longo dos tempos, identificadas por três ritmos distintos, no que diz respeito ao crescimento natural da população.
Até meados do século XVIII (1750), o regime demográfico em todo o mundo, caracterizou-se,
no essencial, por altas taxas de natalidade e altas taxas de mortalidade. Esta primeira fase,
até 1750, caracterizada por um ritmo de crescimento muito lento, foi designada por Regime
Demográfico Primitivo.

 De 1750 a 1950, verifica-se um ritmo de crescimento da população relativamente rápido, cujo
 período, é vulgarmente conhecido por Revolução Demográfica.

Os países responsáveis por este aumento muito significativo dos efetivos populacionais são os
países industrializados ou desenvolvidos. Durante o período da Revolução Demográfica (de 1750
a 1950) deram-se, nestes países, importantes acontecimentos (Revolução Agrícola e Industrial),
que permitiram uma melhoria do nível de vida da população e, consequentemente uma diminuição
da taxa de mortalidade. Como a taxa de natalidade não sofreu grandes alteraçõesa
taxa de crescimento natural registou um aumento significativo, com a população mundial a
duplicar ou a triplicar.

A partir de 1750, o mundo passou a evoluir a dois ritmos: os países desenvolvidos, aqueles que
iniciaram a sua industrialização, garantido um elevado crescimento económico e um aumento da
qualidade de vida da sua população e os países em desenvolvimento com uma economia agrícola
e com um fraco nível de desenvolvimento, o que se reflete na má qualidade de vida da sua população.

 De 1950 até aos nossos dias, a população mundial cresceu a um ritmo explosivo. Este
comportamento demográfico é conhecido por Explosão Demográfica. Porém, este aumento
não se verificou em todas as partes do mundo, este acentuado crescimento da população mundial
deve-se ao comportamento demográfico dos países em desenvolvimento. Após a segunda guerra
mundial, os países desenvolvidos e as organizações por eles formadas auxiliaram os países
menos desenvolvidos, nomeadamente nas áreas da saúde, da agricultura e da educação
(ajuda internacional). Estes auxílios provocaram uma grande descida das taxas de
mortalidade que associadas à manutenção de elevadas taxas de natalidade deram
origem a um crescimento natural muito elevado (explosivo).

Neste período, nos países desenvolvidos, o crescimento natural começou a baixar devido à
contínua diminuição dos valores das taxas de natalidade, em consequência da utilização
generalizada dos métodos contracetivos, da alteração do nível de vida, da emancipação
da mulher e da preocupação com a sua realização pessoal e profissional.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Pesca Artesanal
Pesca Industrial
As embarcações são de pequena capacidade de carga, deficientemente equipados (inexistência a bordo de processos eficazes de refrigeração e de conservação do pescado).
A frota é muito moderna, estando os barcos apetrechados com as mais modernas tecnologias: meios de deteção e sonares que ajudam a localizar os cardumes ou bancos de peixe. São apoiadas por aviões ou helicópteros.
Os meios e as técnicas utilizadas são muito rudimentares: linhas, anzóis e redes.
As técnicas utilizadas são modernas e eficazes: redes de cerco, aspiradores, etc. Possuem equipamentos de transformação, conservação e congelamento do peixe.
Os barcos, devido às suas reduzidas dimensões, não têm capacidade para se distanciarem da costa nem para armazenar o pescado. A permanência no mar é curta (algumas horas ou um dia).
As embarcações são de média ou de grande tonelagem, com grande capacidade de armazenamento, o que lhes permite permanecer várias semanas (ou mesmo meses) no mar.
A tripulação é constituída por um pequeno número de pescadores que por vezes, têm outra atividade complementar: agricultura ou silvicultura. Os pescadores não têm formação académica nem profissional.
Os pescadores são pessoas qualificadas o que lhes permite trabalhar com as tecnologias que equipam os barcos. O número de tripulantes tem tendência a diminuir face à utilização de tecnologia moderna nas operações de captura e tratamento do pescado.
As capturas são reduzidas mas, por vezes, de elevado valor unitário. A produção destina-se ao autoconsumo, embora, os excedentes sejam comercializados nos mercados locais.
As capturas de peixe são muito elevadas. Obtêm uma produção abundante e diversificada. A produção destina-se ao mercado e à indústria conserveira.
Pratica-se em águas fluviais, lacustres e em zonas marinhas próximas da costa de países menos desenvolvidos da África e América Latina, sendo também frequente em Portugal.
Nos PD  a pesca artesanal subsiste dedicando-se à captura de moluscos, crustáceos e o peixe de alta qualidade e valor.
Pratica-se no Noroeste e Nordeste do Atlântico Norte, Mar do Norte, Noroeste do Pacífico e, mais recentemente, ao longo da costa africana e das ilhas Malvinas.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Resumo - Pecuária (9º Ano)

A criação de gado ou pecuária é uma atividade económica do setor primário que tem por objetivo a produção de carne, leite, lã, peles, ovos, …, para consumo direto das populações e de matérias primas para a indústria.
Nos países desenvolvidos é uma atividade independente da agricultura; nos países em desenvolvimento esta atividade está associada à agricultura tradicional, uma vez que os animais são auxiliares nos trabalhos agrícolas, o estrume é utilizado como fertilizante do solo e, por outro lado, a carne, o leite e os ovos ajudam a diversificar a dieta alimentar.
De entre as espécies que são criadas a nível mundial, destacam-se o gado bovino (produção de carne e de leite), o ovino (lã e leite) e o suíno (carne e cerdas). A avicultura (criação de aves - galinhas e perus), também assume, atualmente, um papel muito importante na produção de carne e de ovos para a alimentação e para a indústria.
Atendendo ao sistema de produção, podemos falar em sistemas de criação de gado extensivo e intensivo. No sistema de criação de gado extensivo, os animais pastam livremente em pastos ao ar livre . A sua alimentação depende da disponibilidade de pasta­gens naturais. Na criação de gado extensiva, praticada em moldes modernos, sobressaem áreas como os EUA, a Argentina, a Austrália e a Nova Zelândia, já que a produção de gado nestes países visa essencialmente a exportação e a obten­ção de rendimentos elevados. 
Estas regiões com temperaturas amenas e precipitações mais ou menos abundantes fazem delas as regiões de eleição para a pecuária, que exige clima ameno e pastagens sempre frescas. Em contrapartida, em países menos desenvolvidos da África, América (Central e do Sul) e da Ásia (Sul e Sudeste), a criação de gado (bois, ovelhas, cabras, cavalos e camelos) efectua-se de for­ma tradicional, em regime extensivo, encontrando-se sempre ligada à agricultura, à qual fornece a força de trabalho e o estrume utilizado para fertilizar o solo. Os povos pastores, como por exemplo os Masai, do Quénia, vivem quase exclusivamente da exploração dos seus rebanhos criados em regime extensivo. A produção é, de um modo geral, baixa o que torna o rendimento e a produtividade baixos. Nos anos em que há algum excedente, esse é vendido no mercado local. Nas regiões tropicais, de climas quentes e muito húmidos ou muito secos, a criação de gado, exigente na alimentação (ovinos, caprinos e camelos), apresenta fracos rendimentos em resultado da escassez de água e de pastagens, bem como da ausência de uma cuidada seleção de espécies, da falta de assistência sanitária (veterinários e medicamentos) e da exposição do gado a numerosos parasitas e às doenças que os dizimam ou que dificultam o seu desenvolvimento.
A criação de gado intensiva baseia-se na estabulação dos ani­mais, que são alimentados de uma forma artificial pelos criadores (rações, forragens, …), utilizando-se muitas vezes, medicamentos para prevenção de doenças e suplementos alimentares que tornam o crescimento mais acelerado. Esta forma de criação de gado constitui uma resposta dos produ­tores ao crescente aumento da procura de carne, leite e ovos a nível mundial, que não consegue ser satisfeita com a criação extensiva.
Na criação de gado intensiva, sobressaem regiões como a América do Norte, a Europa Ocidental, Nova Zelândia e a Austrália, onde a pecuária se torna cada vez mais uma atividade industrial, com caráter científico. A criteriosa seleção das raças (para engorda, produção de leite ou reprodução), a alimentação racional (rações e forragens), a inseminação artificial (reprodução fácil e rápida), a eficiência dos serviços veterinários (reduzem as epidemias), a modernização dos estábulos (salas climatizadas, onde a distribuição de água e de alimentos e a ordenha são operações mecanizadas), proporcionam a obtenção de elevados rendimentos. A mão de obra é pouco numerosa por isso a produtividade é elevada.

Na Argentina e no Brasil, a pecuária tem conhecido também um grande desevolvimento. Fazem parte dos principais exportadores mundiais de carne de bovino. 
    As atividades ligadas à produção animal, com grande valor económico a nível mundial são:
     - bovinicultura (criação de bovinos);
     - suínicultura (criação de porcos);
     - ovinicultura (criação de ovinos);
     - avicultura (criação de aves, de entre as quais se destacam os frangos/galinhas).

Ficha de Avaliação do 9º Ano

TEMA: ATIVIDADES ECONÓMICAS

- A ATIVIDADE AGRÍCOLA (Págs. 134 + 136 até à 149) + caderno diário

1. Referir os fatores físicos e humanos que condicionam a atividade agrícola.
2. Explicar a influência de cada um dos fatores condicionantes da atividade agrícola.
3. Distinguir: policultura de monocultura, rendimento de produtividade, latifúndio de minifúndio e sistema extensivo de sistema intensivo.
4. Caracterizar a agricultura tradicional/subsistência e a agricultura moderna/mercado.
5. Conhecer as características da agricultura de plantação, agricultura itinerante sobre queimada, agricultura sedentária de sequeiro, rizicultura intensiva da Ásia das Monções e agricultura dos óasis.
5. Localizar regiões onde predomine a agricultura tradicional e a agricultura moderna, à escala mundial.
6. Relacionar o rendimento e a produtividade agrícola com o grau de desenvolvimento científico e tecnológico.
7. Justificar as diferentes percentagens de população ativa agrícola em países com diferentes graus de desenvolvimento.
8. Conhecer os impactes negativos da agricultura tradicional e da agricultura moderna.
9. Caracterizar a agricultura biológica
10. Referir vantagens e desvantagens da agricultura biológica. 

- A PECUÁRIA (caderno diário + ficha)

1. Distinguir criação de gado em regime extensivo de criação de gado em regime intensivo. 
2. Identificar as principais vantagens e inconvenientes de cada um destes regimes de criação de gado.
2. Localizar as principais áreas de criação de gado em regime extensivo e intensivo, à escala mundial e nacional. 

- A ATIVIDADE PISCATÓRIA (Págs. 150 até à 159) + caderno diário

1. Explicar os principais fatores naturais que condicionam a abundância de pescado.
2. Explicar a abundância de pescado na plataforma continental, zonas de upwelling e de contacto entre correntes marítimas quentes e frias.
3. Localizar as principais áreas de pesca no mundo.
4. Caracterizar a pesca artesanal e a pesca industrial.
5. Conhecer os impactes da pesca industrial.
6. Apresentar soluções para os problemas de sustentabilidade das pescas.
7. Definir aquacultura.
8. Referir as vantagens e as desvantagens da aquacultura. 

8.º Ano - Ficha de Avaliação

FICHA DE AVALIAÇÃO DE GEOGRAFIA - 8º ANO

Domínio: População e Povoamento

Subdomínio: Evolução da população mundial

Objetivos/descritores:

1. Conhecer e compreender diferentes indicadores demográficos
1. Explicar a importância dos recenseamentos gerais da população para a Geografia e o ordenamento do território (pág. 10).
2. Definir: demografia, natalidade, mortalidade, crescimento natural, taxa de natalidade, taxa de mortalidade, taxa de mortalidade infantil, taxa de crescimento natural, índice sintético de fecundidade, índice de renovação das gerações, esperança média de vida à nascença, migração, saldo migratório, crescimento real ou efetivo (págs. 10 e 11).

2. Aplicar o conhecimento de conceitos para determinar indicadores demográficos
1. Calcular: crescimento natural, crescimento real ou efetivo, taxa de natalidade, taxa de mortalidade, taxa de crescimento natural, taxa de mortalidade infantil, saldo migratório, índice de envelhecimento (pág. 11).
2. Explicar o significado dos resultados obtidos através do cálculo de indicadores demográficos, refletindo sobre as respetivas implicações do ponto de vista demográfico (pág. 11).

3. Compreender a evolução demográfica mundial
1. Descrever a evolução da população a nível mundial, a partir da leitura de gráficos (pág. 12).
2. Distinguir regime demográfico primitivo de transição demográfica, explosão demográfica e regime demográfico moderno (pág. 13).
3. Comparar a evolução da população em países com diferentes graus de desenvolvimento (págs. 14 e 15).
4. Explicar a evolução das taxas de natalidade e de mortalidade ..., em países com diferentes graus de desenvolvimento  (págs.16-18 e 20-21).
5. Problematizar as consequências da desigual evolução demográfica em países com diferentes graus de desenvolvimento  (pág. 15).
6. Explicar o impacte dos diferentes regimes demográficos no desenvolvimento sustentável mundial  (pág. 15).

Bom trabalho!

domingo, 30 de novembro de 2014

Resumo - Agricultura


RESUMO – Tipos de agricultura

ü  Agricultura tradicional ou de subsistência

O principal objetivo é produzir o suficiente para a alimentação da família do agricultor: autoconsumo.

·         - Destino da produção: auto-consumo;
·         - Utilização de instrumentos muito rudimentares como a enxada, a charrua, o arado;
·         - As técnicas são passadas de geração em geração;
·         - A mão de obra é pouco qualificada e muito numerosa;
·         - Uso de fertilizantes naturais (estrume dos animais ou restos de plantas);
·         - Registo de baixos níveis de rendimento e produtividade agrícola;
·         - Praticada em explorações agrícolas de pequenas dimensões;
·         - Pratica a policultura de modo a ter uma maior variedade de produtos alimentares;
·         - É predominantemente praticada em regime extensivo;
·         - O rendimento e a produtividade são baixos.

ü  Agricultura moderna

O principal objetivo é produzir em grandes quantidades para obter lucro.
·         - Destino da produção: mercado;
·         - Elevado grau de mecanização (tratores, ceifeiras-debulhadoras, semeadoras,…);
·         - Uso de tecnologias modernas (sistemas de rega, técnicas de cultivo como a hidroponia, cultivo de espécies geneticamente modificadas OGM, ...);
·         - Uso de produtos químicos: fertilizantes, pesticidas, herbicidas…;
·         - Praticada em grandes explorações agrícolas (latifúndios);
·         - Pratica a monocultura (para minimizar custos);
·         Predominantemente praticada em regime intensivo;
·         - O rendimento e a produtividade são elevados.

Exemplos de sistemas agrícolas modernos:

Agricultura europeia: 
·         bastante mecanizada
·         agricultura intensiva
·         elevados rendimento e produtividade agrícola
·         recurso a eficientes sistemas de rega, fertilizantes químicos, investigação científica e tecnológica
·         praticada em terras de pequena e média dimensão

Agricultura norte-americana:
·         muito mecanizada;
·         agricultura extensiva com alta produtividade agrícola;
·         recurso a técnicas modernas;
·         praticada em explorações de grandes dimensões - latifúndios.

Agricultura de plantação:
·         É um tipo de agricultura moderna, praticada sobretudo em regiões tropicais (ex. América Central e do Sul, África e sudeste asiático), já que os produtos explorados são próprios de climas quentes, tais como: café, cacau, borracha, algodão, cana-de-açúcar, frutos tropicais...;
·         a exploração é feita por empresas multinacionais, sediadas nos EUA ou na Europa, com tecnologia moderna e utilizando químicos;
·         os produtos destinam-se à exportação/transformação industrial;
·         mão-de-obra local.


Exemplos de sistemas agrícolas tradicionais:

Agricultura itinerante sobre queimada:
·         praticada em África e na América do Sul;
·         praticada em regime extensivo;
·         recorre à queimada para limpar e fertilizar  o campo (cinzas);
·         quando os solos estão esgotados as populações deslocam as aldeias para outras áreas, repetindo o processo;
·         contribui para a destruição de florestas e para o esgotamento e erosão dos solos

Agricultura sedentária de sequeiro
·           Forma de agricultura em que não existe recurso a qualquer tipo de rega;
·           Pratica-se nas regiões com maiores densidades populacionais dos planaltos do interior de África;
·           É mais intensiva e minuciosa do que a agricultura itinerante;
·           Fazem rotação de culturas e recorrem ao pousio;
·           Fertilizam as terras com o estrume do gado;
·           Fraco rendimento e produtividade mas maior que na agricultura itinerante.

Rizicultura intensiva da Ásia das Monções:
·       praticada na Ásia do sul e sudeste;
·         mocultural e intensiva;
·         exigente em mão-de-obra;
·         utiliza o estrume animal para fertilizar o solo;
·         em equilíbrio com as condições naturais  (monções);
·         podem conseguir duas ou mais colheitas por ano;
·         rendimento é elevado (produção é elevada devido ao número de colheitas);
·         produtividade é baixa (utiliza muita mão de obra).

Agricultura de oásis (policultural e intensiva)
        Pratica-se  no Norte de África, nas regiões de oásis;
        É irrigada;
        É intensiva na ocupação do solo;
        Praticam a policultura;
        A propriedade é muito dividida (minifúndio);
        Plantam-se palmeiras e tamareiras para evitar o avanço das areias do deserto e para fazerem sombra às culturas evitando que se queimem, assim como para diminuir a evaporação da água disponível.

8 Impactes da atividade agrícola:
- Socio-económicos:
   . Cria emprego;
   . Gera riqueza;
   . Ajuda a dinamizar outras atividades económicas ( comércio e indústria).

- Ambientais:
   . Provoca poluição das águas, do ar e do solo;
   . Provoca a desflorestação;
   . Provoca o esgotamento e a erosão dos solos;
   . A utilização de produtos transgénicos pode levar à diminuição da biodiversidade e ao desaparecimento de algumas espécies (além de se desconhecerem as suas consequências ao nível da saúde a longo prazo).
  
8. Soluções para minimizar os impactes negativos da agricultura

- A agricultura biológica

O que é?
A agricultura biológica é um sistema de produção agrícola que procura produzir alimentos de elevada qualidade, recorrendo a técnicas que garantam a sustentabilidade, preservando o solo e o meio ambiente, evitando o recurso a produtos químicos de síntese e privilegiando a utilização dos recursos locais.

Quais os objetivos?
• Produzir alimentos de elevada qualidade nutritiva, sem resíduos nem substâncias tóxicas;
• Manter e melhorar, a longo prazo, a fertilidade dos solos;
• Reduzir o consumo de combustíveis fósseis, utilizando racionalmente os recursos locais e as fontes de energia renováveis;
• Combater pragas e doenças com métodos e técnicas tradicionais, melhorados com os novos conhecimentos científicos.

A agricultura biológica é um tipo de agricultura sustentável que se preocupa com o presente mas também com o futuro. 
As práticas usadas em agricultura biológica incluem:
·       - Rotação de culturas;
·       - Cobertura do solo;
·       - Utilização de animais (joaninhas) e plantas (citronela) em substituição dos produtos químicos de síntese;
·       - Estrume dos animais para fertilizar o solo;
·       - Limites muito restritos ao uso de combustíveis fósseis
·       - Proibição do uso de organismos geneticamente modificados
·       - Aproveitamento racional dos recursos locais;
·       - Seleção de espécies vegetais resistentes a doenças e adaptadas às condições locais

Vantagens:
·       - Produtos naturais nutritivos, saborosos e saudáveis;
·       - Requer uma maior quantidade de mão-de-obra, pelo que no âmbito local os benefícios são evidentes;
·       - Devido à utilização de fertilizantes orgânicos de baixa solubilidade, e empregues nas quantidades exatas, diminuiu a contaminação de águas subterrâneas e solos
·       - A não utilização de pesticidas contribui para uma melhor qualidade do ar, da água e do solo;
·       - Os produtos são mais ricos a nível nutritivo que os produtos provenientes de explorações convencionais, além de serem mais saborosos e mais saudáveis.

Desvantagens:
·       - Os produtos têm uma aparência menos agradável (brilho, tamanho, etc.) do que os da agricultura convencional. 
·       - Apesar do aspeto menos apelativo, estes produtos contêm um valor nutritivo necessário para a nossa dieta quotidiana, além de serem mais saborosos e mais saudáveis.
·       - Em alguns casos a sua conservação tem uma durabilidade mais reduzida que os produtos convencionais.
·       - São produtos um pouco mais caros devido aos sistemas produtivos serem mais lentos e necessitarem de mais mão-de-obra.
·       - A produtividade e o rendimento são mais baixos que os da agricultura convencional. 
RECURSOS NATURAIS... EM SÍNTESE:

Recursos naturais - são todos os elementos existentes na natureza que podem ser utilizados para satisfazer as necessidades da Humanidade.


EXEMPLOS:

˜   1 - Recursos Minerais (metálicos – ouro, ferro, cobre, ... e não metálicos – rochas (granito, mármore, areia, calcário, ...), petróleo, carvão, ...) – utilizados na construção civil, ferrovias, indústria (fabrico de vidro, joias, objetos utilitários), produção de energia, ...

˜   2 - Recursos Biológicos (animais e plantas) – utilizados na alimentação, produção de medicamentos, produção de energia (biomassa), fabrico de mobiliário, calçado, vestuário, ...

˜   3 - Recursos Hídricos (água) – utilizados na agricultura, indústria, produção de energia, consumo doméstico, atividades de lazer, ...

˜   4 - Recursos Energéticos (água, petróleo, carvão, gás natural, urânio, vento, sol, calor da Terra, ondas, marés, ...) – utilizados na produção de energia (transportes, indústria, consumo doméstico, serviços, ...).

Os recursos naturais podem classificar-se em:


Renováveis - são todos os elementos do meio natural que, se o homem os souber utilizar e preservar, poderão ser inesgotáveis (vento, água, Sol, calor da Terra, ...).

Não renováveis - são todos os elementos do meio natural que se esgotam à medida que vão sendo utilizados (rochas, petróleo, carvão, gás natural, urânio, ...).

˜ è Os recursos não renováveis podem ser:
·      Recicláveis – são todos os recursos que são passíveis de reaproveitamento, ou seja, que é possível voltarem a ser utilizados (ferro, ouro, prata, cobre, …).

·      Não recicláveis - são todos os recursos que, após uma primeira utilização, não é possível voltarem a ser utilizados (petróleo, carvão, urânio, …)

èEnergéticos - são todos os elementos do meio natural a partir dos quais se produz energia.

˜è Os combustíveis fósseis (não renováveis) - petróleo, carvão, gás natural.
        ·      A Arábia Saudita é o país do mundo com maiores reservas mundiais de petróleo. 

˜è As fontes de energia alternativas (renováveis) - água, Sol, vento, calor da Terra, ondas, marés,...

è Quadro resumo com as vantagens e desvantagens das diferentes fontes de energia: